Biografia

The CODICE, um projecto do catano 

 

Foi nos idos de Fevereiro (ano de 2006) que a Humanidade viu nascer uma das mais fantásticas, entusiasmantes, maravilhosas, colossais, fenomenais, lendárias, magníficas, soberbas, formidáveis, titânicas, mágicas, divinais, eufóricas, mirabolantes, anabolizantes e gritantes bandas da actualidade. O pretexto foi o aniversário de Alberto José Teixeira. Nesse dia chuvoso e monótono, o aniversariante e os seus colegas Marcos Sabino, Rui Rocha e Alberto Miguel Teixeira decidiram animar as festividades com uma actuação musical – e aí surgiu o primeiro gérmen da banda. A respeito disto disse um dia Sabino: «Foi a primeira vez que o Berto serviu para alguma coisa». Fala quem sabe.  

A banda – ou proto-banda, na altura – foi buscar bem fundo a inspiração. Talvez até mais fundo do que a higiene recomendasse: a primeira música tocada foi ‘Morte aos ciclistas’, com música e letras da pena sublime dos também sublimes Comme Restus. O concerto foi, aliás, constituído quase exclusivamente com temas da safra da banda que abrilhantou o Festival de Barroselas. A única excepção foi o inédito ‘Cetis Paribus’, que contou com a colaboração de outros como Pedro Romano e Phillipe Vieira.                                                                                              O parto da banda deu-se, portanto, entre dejectos putrefactos e odores pouco recomendáveis que emanavam das lutas de wrestling protagonizadas por Pedro Romano e Neri. Mas logo aí se firmou o esqueleto sobre o qual se haveriam de alicerçar os maiores êxitos da banda. Assim, Sabino ficou com a guitarra, Rui segurou o baixo e assumiu a segunda voz, Alberto José Teixeira assumiu-se como vocalista e Alberto Miguel Teixeira tornou-se o baterista com a terceira voz mais desafinada do planeta.  

Foi no seu próprio curso (Comunicação Social, Universidade do Minho, à altura no 2º ano) que os The CODICE colheram o material para as primeiras letras. As idiossincrasias dos colegas, as estórias diárias ou os episódios marcantes, tudo serviu de tema para as complexas, intrincadas, refinadas e de rima apurada letras dos The CODICE.  

Com o afastamento de Alberto José Teixeira, que progressivamente se foi auto-excluindo da banda (actualmente, o vimaranense está com um pé dentro e o outro fora), os The CODICE, agora magistralmente liderados pelo inqualificável talento de Marcos Sabino (que assumiu também a primeira voz) alteraram a sua identidade. As odes aos Comme Restus foram parcialemente excluídas e as músicas tornaram-se cada vez mais melodiosas e suaves – uma nova faceta com culminou com a gravação dos êxitos “Tricky rapa o Pêlo” e “Até Breve”.  

Este período foi o tempo da ascensão do grupo. Com o apoio de fanáticos como Phillipe Vieira, entusiastas como Sofia Constantino, aduladores como Pedro Romano, os The Codice deram concertos memoráveis (quem não se lembra do mega-sucesso que foi o Live at Rui’s House?) e lançaram o primeiro álbum da banda: ‘Uma questão The CODICE, que catapultou os quatro magníficos para o estrelato, com os fantásticos ‘O Marcos é Tono’, ‘Phillipe the great one, ‘Teixeira o pacóvio’, ‘Engata-te a nós (crítica a Bolonha)’, ‘Irascível’ e, claro, o estrondoso ‘Os Coxos’.   

Agora, com um álbum lançado e a fama granjeada, a banda vai, segundo o baterista Teixeira, deixar «o seu mercado anterior de ‘private-jokes’, que estava fechado num círculo pequeno de amizades, para se abrir ao mundo». É a «globalização dos The CODICE», para o (novo) vocalista Marcos Sabino. Nesta nova fase, os The Codice vão poder contar com a inestimável ajuda do foto-vídeo-e tudo-o-que-for-preciso-jornalista Carlos André «Tricky» Ferreira. E o lema, claro, mantém-se: hoje CS, amanhã o mundo.